uma vitória inconteste para um, uma sucessão de erros e atropelos para outro…

esse da foto foi o nome da corrida de domingo, em termas de río hondo. só não dá para chamá-lo de monstro porque ele ainda é um guri e, para chegar ao nível de ago e rossi ainda falta um bocado, mas é inegável que seu histórico e atual feito de três poles e três vitórias consecutivos são dignos de muita menção e honraria. um blogueiro/jornalista comentava que o único gap a ser coberto era o fato de sua largada ainda ser atabalhoada. acontece que sua constância anda tal ultimamente (diferentemente do ano passado), que ele pode prescindir disso. notou-se esse fato na etapa de losail, no qatar, e ficou ainda mais evidente no último domingo, se considerarmos que sua largada foi no mínimo desastrosa, tendo despencado para sexto logo de cara, e encerrado a contenda em primeiro. os resultados por ele apresentados até agora nos oferecem três possibilidades:

– seu estilo de pilotagem é único e se mostra como padrão a ser copiado
– a rcv 213 está muito superior às rivais
– a soma das duas acima

é um fato que a primeira metade da temporada de 2012 foi marcada pela inconstância da honda em virtude da mudança de regulamento, já que impunha às motos um aumento de peso. a consequência foi muita instabilidade no chassi (“chatter”), que só foi corrigida quando o novo chassi foi introduzido. eis o resultado: pedrosa foi quem acumulou o maior número de vitórias, haja vista o acidente de casey stoner em indianapolis. no ano seguinte, a escuderia já estava com seu equipamento acertado, dada a lição aprendida do ano anterior. para completar o cenário, acedia à categoria o jovem até então inconsequente que é o reverenciado desse artigo. pergunto-me se ele seria tudo o que tem se mostrado se tivesse então entrado numa lcr, numa go&fun gresini ou em uma tech 3. lembram-se de que levou praticamente dois anos para que crutchlow começasse a mostrar resultados na tech 3? só me resta especular sobre o caso.

e sobre os pilotos da yamaha: um deles fez o que costumava fazer em suas largadas usuais. uma primeira volta irretocável, deixando a confusão toda para trás. mas era sabido que a ultrapassagem de márquez era apenas uma questão de tempo, haja vista o fato de que o guri vinha fazendo volta mais rápida atrás de volta mais rápida. o interessante no caso foi a facilidade com que ele foi ultrapassado: lorenzo sequer pôde esboçar reação, já que antes de a volta ser completada a diferença já era de praticamente 1s. o que me surpreendeu aqui foi que pedrosa, relembrando a gana de vencer o duelo espetacular de brno em 2012, também o tenha deixado pra trás. a conclusão é inevitável: a yamaha está no déficit.

rossi: sua linguagem corporal ao chegar aos boxes já diz tudo – um desapontamento completo. na minha opinião, mais uma vez era caso de pódio, assim como em austin. erros não forçados ou causados por outros pilotos o tiraram da disputa pelos degraus restantes: está claro que ele precisa se habituar ao novo esquema de classificação, para assim ficar entre os quatro primeiros, evitando portanto confusões com o grupo das satélites (e o entrão a. espargaró). o caminho para o pódio está desenhado em sua mente, e ao que tudo indica, é só uma questão de tempo até os resultados aparecerem. a conferir no próximo domingo, em jerez.

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It's all about two wheels, being them bicycles or motorcycles.
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