eu sei o que você fez no “inverno” presente!

a brincadeira com o título do filme é só um chamariz para comentar sobre minhas últimas férias. ;) depois de quase dois anos trabalhando na atual empresa, o rh virou e: “você tem de sair.” nessa república de bananas nós não podemos ficar mais do que 23 meses sem tirar férias, e como eu protelei até o último minuto, eis que saí compulsoriamente.

e isso de férias sempre são um problema, uma vez que raramente programo algo, fato que me deixa meio desesperado às vezes. sei que olhei para o calendário e lembrei que no fim do mês que passou rolaria a etapa holandesa da MotoGP. foi uma etapa histórica:

  • última prova a se realizar no sábado
  • vitória de valentino rossi (com uma disputa memorável na última chicane
  • ele se manteve na liderança do campeonato, quebrando a marca de 4 vitórias seguidas de seu compagno di squadra

e pra não dizer que não fiz absolutamente nada nas férias, peguei a salmiakki e subi a serra: visitei meus parentes, lá no planalto central. porta a porta, ida e volta somaram 2368 km, em 4 dias: divididos em 580, 603, 820 e 365 km. impressionante como é mais tranquilo pilotar na estrada, já que o estresse da rodovia é completamente diferente. mas… que se frise um detalhe: quando a moto tem torque, tudo fica menos complicado.

a viagem foi toda pela br-040, que agora está sob concessão da via 040 e abrigará umas 6 ou 7 praças de pedágio ao longo do trajeto entre barbacena e a chegada ao df. alguns trechos entre paracatu e luziânia serão duplicados – espero que isso se estenda até a chegada a paraopeba, já que assim teremos uma viagem mais tranquila a começar em bh.

alguns trechos do trajeto são extremamente monótonos, em particular o segmento entre paraopeba e paracatu: inúmeros quilômetros de retas cortados por curvinhas, e o cenário sem graça do cerrado – tendo eu nascido no cerrado, sei bem o quão fastidioso é encarar 500 km dessa paisagem.

o aspecto mais legal da empreitada é a interação das pessoas com o viajante. é vero que em quase todas essas interações o tema foi a moto – e venhamos: ela tem muito porte, chamando demasiadamente a atenção. as pessoas olhavam aquele V2 monstruoso e perguntavam aquelas coisas usuais: velocidade máxima, cilindrada, potência… pelo visto não é sempre que aparece um biruta com bagagem amarrada na garupa no comando de uma night rod special… :D

tanto a ida quanto a volta foram tranquilas, mas foi interessante notar meu nível de ansiedade antes de encarar a subida de petrópolis… tava muito, muito jumpy na véspera e horas antes de partir. porém, finda a subida, adrenalina baixou e foi só tocar o barco.

o porre de viajar de moto é que se tem uma baixa autonomia, e isso significa fazer um “planejamento” – coisa que se torna crucial quando se anda por trechos menos “civilizados”. e a maior dificuldade é gerenciar o tempo nas paradas. eu preciso parar a cada 100 km ou 1 hora, pois os ísquios me crucificam os glúteos, e eu começo a ficar sem jeito no assento. (pra ser sincero, a bruta não é uma moto confortável para esse tipo de aventura… o motor responde muito bem e não nos deixa na mão, mas a lombar fica bem zoada…)

depois eu coloco as estatísticas. :)

About rennrad

It's all about two wheels, being them bicycles or motorcycles.
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