immer wieder…

o tema é o de sempre: duas rodas. e nos últimos tempos, motocicletas – mesmo estando há 4 meses num trabalho de fortalecimento muscular (e hoje em particular eu pareço um robocop, andando cheio de dores __divertidas__ [e são mesmo haha!] e todo desconjuntado), meu joelho direito dá sinais de que a ziquizira ainda está por lá.

andar em duas rodas oferece um prazer que não dá muita margem para descrição. minha viagem de bicicleta até aparecida foi uma experiência insólita. lembro-me do único som que eu escutava enquanto pedalava pela dutra, alguns quilômetros depois de ter passado a serra das araras, e tendo como companhia ora o paraíba do sul, ora a vegetação verde e exuberante: o som dos pneus cortando o asfalto. e só. (claro que tem a chatice dos carros e dos caminhões, mas eles não pertencem ao meu imagético nesse instante.) e minha ida de moto até minha terra natal também foi outra experiência única – como já havia escrito meses atrás. (em tempo: esses prazeres são complementares…)

a grande diferença entre bicicleta e moto é que a recompensa oferecida por aquela se evidencia no seu corpo: ele está sendo castigado e esse castigo irá se transformar em __dores divertidas__, e isso é legal. fora que foi você que se impulsionou até o lugar de destino. é uma espécie de experiência gratificante. já a moto… ela é uma obra de engenharia, e isso por si só já é fantástico. sentir o torque sendo transferido para a roda, e aquele sorriso idiota que a aceleração nos faz estampar no rosto (que se frise: essa é a sensação que mais curto na moto, enquanto muitos preferem a velocidade mesmo sabendo que ela é um baita cheap thrill…)


dia desses conversava sobre usar a moto no dia a dia: ela virou meu principal meio de transporte, faça chuva ou sol. e como não sou diferente de outros tantos que habitam esse planetinha, durante a semana eu tenho obrigações laborais (que eventualmente são divertidas, mas na maior parte do tempo não – fato que não é novidade pra uma maioria esmagadora) e as melhores partes desses dias de trabalho são duas: ir para o trabalho e voltar para casa – entre tantas chatices e aporrinhações, alguma coisa tem que ser maneira, não? é engraçado que todas as manhãs a vontade que me dá é de passar reto pelo acesso ao lugar em que isauro (do verbo isaurar, advindo de escrava isaura) e tocar minha pretcheenha até o ponteiro entrar na reserva – daí seria encontrar um posto e continuar a saga.

e ontem à noite… o clima estava tão agradável que fazia todo o sentido do mundo ficar roletando pela cidade. por quê? just because.

About rennrad

It's all about two wheels, being them bicycles or motorcycles.
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