você também se sente assim?

2020.

muita gente já achava que 2019 tinha sido “do peru”. mal sabíamos que o ano seguinte seria ó, um verdadeiro chá de bosta. e a verdade é que a coisa vem se deteriorando desde o momento em que um cidadão mimado resolveu que iria contestar o resultado das urnas, lá em 2014. (a bem da verdade o negócio começa quase um ano antes, em meados de 2013, mas para fins didáticos usemos a outra data.)

tudo vinha como o de costume: natal, ano novo… até que do outro lado surge o famigerado sars-cov-2. (e aqui a gente tem uma disputa de narrativas que ainda não tem um vencedor, o que não quer dizer que eu aceite propriamente o discurso “afásico” da ideologia dominante, pois pra quem é capaz de fantasiar um dos seus submarinos como se do inimigo fosse, e bombardear a costa de outro país para forçar esse a entrar na GM II, qualquer coisa é possível, não?)

o famigerado vírus veio — de leste a oeste, literalmente — ceifando vidas a torto e a direito, e mesmo com todo o alvoroço e corre-corre do lado de lá, pouco ou nada se fez aqui, na banana land. intencional? depois do absurdo manifesto de solidariedade a um ocorrido recente no líbano e absolutamente nenhuma palavra de conforto aos mais de 100 mil que se foram aqui, ainda lhe resta dúvida da intencionalidade?

com o passar do tempo se percebeu que a narrativa que triunfou foi a do ser inominável: os ditos “governadores científicos” se renderam ao discurso do sujeito e aos mandos e desmandos do Das Kapital. agora o mais incrível é que, a despeito de ações pontuais de algumas prefeituras lideradas pela oposição, não se viram ações concretas para conter a situação — ao contrário, a palavra de ordem foi a da reabertura. e nisso eu lhes faço a seguinte pergunta: se nenhum combate adequado foi realizado, e some-se a isso essa reabertura, como podemos ter uma queda nos números? quem está enganando quem? o noticiário dá conta de que na zoropa já se tem uma 2a onda. deus, se é que existe um, só pode ser brasileiro então, porque bastava nada fazer para se conter o avanço do vírus, não é mesmo? #ironia (por desencargo…)

o pior é ver os coleguinhas desnorteados nessa disputa de narrativa: de repente, não mais que de repente, não há mais vírus. todos estão a restabelecer suas rotinas. alguns parecem também não saber o que significa aglomeração, e saem amontoados em fotos, estampando uma normalidade que em hipótese alguma representa o que já tivemos. e eu fico me perguntando como reagir… pena? raiva? desprezo? tudojuntosemacento@sentimentosmistos.com? será que sou um idiota então, por acreditar que ainda não é o momento para ficar saracoteando por aí, mesmo já estando muito de saco cheio de ficar em casa o tempo todo? (ah! ainda tem aquele detalhe: parte dessa galera que sai nessas fotos era até bem pouco tempo advogada do #ficaemcasa, alguns até bem vocais, adicionando um “arrombado” ou “caralho” no fim da marca. ou ainda aquele que fazia piada, dizendo “aí vai um covidiot…” enfim a hipocrisia?)

e você? também se sente assim?

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It's all about two wheels, being them bicycles or motorcycles.
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